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Mostrando postagens de junho, 2026

NA PROCURA DE REALIZAR O SER - por Artur Alonso

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"Se é a vida um grande sonho, por que atormentar-se?" - (Li Bai) Refletia Fernando Pessoa, nos seus "Escritos Ocultistas" (Ediçao Assírio & Alvim, maio 2026 - pag. 39): "É fora de dúvida que Cagliostro era um charlatão; mas não é menos fora de dúvida que era também, e paralelamente, um alto iniciado. É fora de dúvida que Madame Blavatsky era um espírito confuso e fraudoso; mas também é fora de dúvida que recebera uma mensagem e uma missão de Superiores Incógnitos. Nos nossos dias há um exemplo estrondoso da mesma mistura, não o cito explicitamente por motivos fáceis de compreender (aqui Pessoa provavelmente nos falara de Alister Crolwey - aquele que deu pé a perversão dum ocidente em declínio - com o seu "faz o que quiseres tudo é de lei" - mas que também possuía conhecimentos muito elevados. Faltou aqui a clareza de Santo Agostinho - que ao faz o que tu quiseres, acrescentou, sempre que seja com amor - Aqui Santo Agostinho nos lembra a parábola...

A ESSÊNCIA DO SER EM DISPUTA -  por ARTUR ALONSO 

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Desde os primórdios da vida o ser humano olhava o céu - e procurava uma conexão com algo que intuía transcendente - O caminho das estrelas no firmamento, o sol renovador da vida vencendo à noite da escuridão. A água que calma a sede e renova, o vento - o ar do respirar... Segundo Mircea Eliade - para o ser humano arcaico a realidade material - não deixa de ser mais que uma repetição dos arquétipo celestes. Em esse esquema um centro geográfico terrestre tem de estar alinhado a um centro geográfico superior - na cúpula celestial.  Daí nascem em início as montanhas sagradas, depois os Templos - os Os Zigurates da Mesopotâmia - com suas 7 escadas - de ascensão - simbolizando os 7 planos celestes - relacionados com o 7 humanos. Para Eliade é a manifestação do "sagrado" que funda ontologicamente o mundo. Segundo esta visão o mundo terá de procurar sua raiz e justificação no divino transcendente, anterior a ele. Em esse sentido, o "Poimandres" - primeiro livro da tradição...

A GUERRA E A VISÃO ESCATOLÓGICA - POR ARTUR ALONSO 

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No seu estudo intitulado  "A influência persa/aquemênida na religião judaica", José Ademar Kaefer, nos descobre a seguinte realidade: "...a  religião/ ideologia/política persa influenciou a  formação  do imaginario religioso judaíta, que resultou no judaísmo, o qual se consolidou no período helenista. Procuramos apontar alguns aspectos, que nos parecem, sobressaem desta influência. O primeiro aspecto e a mudança do conceito de Deus do pré-exí lio para o pós-exí lio babilónico. De um Deus próximo, que caminha com o seu povo, para um “Deus do céu”, distante e inacessível. Este Deus precisara agora de uma  intermediação.  que será o papel dos anjos, que ganhara o grande relevância na teologia do pós-exílio. Assim como o rei persa, Javé terá agora um conselho de sete anjos, que estará sempre diante de dele e a seu serviço imediato. Ou seja, a corte celestial será inspirada na corte persa. Outro aspecto da influência persa e a mudança da  função da  ...