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Mostrando postagens de abril, 2026

DEUS NO CAMINHO - POEMA DE ARTUR ALONSO

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Hoje vi Deus no caminho,  Ao nosso lado, guardando nossos passos na travessia da tarde, como a barca vazia que navega levando consigo toda a harmonia dos espaços Vi Deus, O Eterno- Todo Uno, Infinito, Inalterável, Permanente  em seu Poder realizador -  levando-nos da mão, sustentando nossos mundos, nossas danças  (As vezes mesmo bem insanas) Estava tão distraído com as minhas pequenas dores, minhas angústias inventadas  e ilusorias, que não fui capaz de ver Deus no rosto do irmão marginalizado que pedia, ao meu lado um minuto de benevolência Não vi Deus  nas três meninas pequenas  do jovem casal, em álcool, viciado  e não fui capaz de estender a mão,  com carinho delicada - pelo medo paralisada  Nem de sorrir  para tentar alegrar sua falta de amor, nem de amavelmente  retirar duas moedas  do bolso, bem fundo, do meu casaco (nossas covardias guardando) Tão fundo - o bolso - como a minha mesquinha alma, em aquele momento...

A GUERRA DO IRÃO E A NOVA TÓNICA EVOLUTIVA- por Artur Alonso

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"O infinito não tem preferências, beija igualmente a escuridão que a luz" (Wu Hsin) Entre as diversas realidades que confluem nesta nova guerra- entre o Império Norte-americano e Israel contra o Irão - a capacidade de resiliência e retaliação da nação persa não deixa de assombrar a uma opinião pública ocidental,  muito pouco preparada para aceitar a viragem geopolítica que está em jogo, neste início de milénio - e não só.  O que está a acontecer em este embate, entre o poder regional persa (apoiado nas sombras por China e Rússia) e o poder norte-americano (em apoio do novo projecto do "Grande Israel) tem repercussões em todos os tabuleiros, que definem a realidade humana  A impossibilidade dos norte-americanos vencer Irão escalando o conflito, já por si mesma monstra uma nova realidade global em andamento, que já não pode ser ignorada.  As mudanças estão a caminho em todos os planos. A MUDANÇA GLOBAL  No plano social- da interação humana com o meio - o ve...

Nossa Irmã Julinha - por Artur Alonso

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  Conhecemos a Julinha, há tanto tempo- e não entanto não foram muitos anos... Mas a Julinha era daquelas pessoas que entraram em nossas vidas, sabendo nós que já a tínhamos conhecido antes mesmo do contacto físico... Talvez de outras vidas Ela reconhecia, na Margot (minha mulher) alguém muito próxima e a altura da sua magnificência.  E, não era fácil a Julinha reconhecer isso em quaisquer pessoa. Não estamos a falar aqui de sentimentos de superioridade, com respeito a outros seres humanos. Ou de arrogância encoberta, em uma falsa disposição. Falamos da totalidade do ser...  E, a nossa irmã Julinha, sabia reconhecer, de imediato, um ser carregado de bondade e luz, num primeiro olhar - com aquele aceno das velhas saudades  Por isso, no meio mesmo duma reunião, de muitas e variadas pessoas, ela sempre identificava a Margot e, guardava para ela um lugar de destaque na sua mesa. Suas conversas eram muito variadas: medicina, filosofia, cultura, espiritualidade... Mas havi...